Como a indústria dos jogos de azar tem ajudado a economia de Portugal

Durante séculos a estigma sobre os jogos de azar fez com que a prática fosse considerada reprovável. Portugal é um país culturalmente católico, a religiosidade sempre reprovou a prática devido aos problemas gerados pelo vício em jogatina e os problemas sociais advindos deles. Contudo é impossível negar: O jogo já deixou de ser apenas lazer e tornou-se uma forte actividade económica nos últimos tempos, com o aparecimento de muitos códigos promo casino em particular, sendo considerado moralmente questionável ou não.

Só no primeiro semestre de 2018 a receita bruta dos casinos ultrapassou os 152 milhões de euros, demonstrando notável aumento de mais e 3% em relação ao ano anterior.

De facto a exploração do jogo como actividade económica é de veras vantajosa, houve uma grande evolução no mercado nas últimas décadas e a tecnologia contribuiu em grande parte para o sucesso do mercado não só a nível nacional, e sim a nível internacional. Em Portugal é autorizada a exploração de jogos de fortuna em azar por meio de concessão. Jogos de banca, mesa e jogos de máquina são permitidos em 10 zonas de jogos com concessão de exploração provida por concurso público de acordo com um decreto anexado em 2001, e recentemente Portugal também legalizou os jogos online de azar.

O jogo em Portugal é rigorosamente regulado. É proibida a prática de jogos por estabelecimentos não credenciados, e a autorização é concedida por períodos contratuais fixados pelo governo. O número de empresas interessadas em fazer parte do investimento sobe a cada ano, principalmente com a recente confiança na estabilidade económica e política actual portuguesa vinda da habilidade de gerenciar a crise e alavancar o crescimento do turismo a seu favor.

Para o governo o benefício é mútuo. Os recursos adquiridos para as contas públicas vindo dos jogos assegura a Portugal receita para o financiamento de diversas áreas económicas. A legalização do jogo é um dos motivos aos quais dão a Portugal tanto sucesso no turismo inclusive de residentes. Os casinos que possuem as concessões garantem com suas actividades cerca de 77,5% para os cofres públicos em Portugal, o que ainda financia boa parte do turismo no território.

Em meio à crise europeia dos últimos anos, Portugal saiu a frente com o salto no turismo. Somente nos três últimos meses de 2017 as sete operadoras de jogos geraram mais de 36,5 milhões de euros, o que sobretudo foi outro recorde para o país onde a indústria é legalizada e conta com um departamento do governo apenas para regulamentação da área.

Aos noventa anos das concessões da prática de jogos a Casinos e casas de jogos, a legalização ocorreu em 03 de Dezembro de 1927. O primeiro casino a surgir em Portugal foi o Casino Estoril situado na Riviera, inaugurado em 1931. O balanço dos últimos anos mostra que grande fatia da receita gerada pelos casinos vem das máquinas de jogos e das apostas online, as quais tem crescido absurdamente com a popularização de jogos online.

Jogos online também possuem legislação específica no país, as plataformas de jogos não ficaram para trás com a regulamentação das apostas online em 2015 e possuem grande facturamento. No entanto ainda existem sites clandestinos e estima-se que que apenas cerca de 35% das apostas são feitas legalmente, o que preocupa o governo que investe na regularização da área.

Portugal volta a Integrar o ranking de países com menor risco político já no primeiro semestre de 2018.

Mesmo com toda a instabilidade dos países vizinhos, Portugal se manteve firme e estável no cenário político europeu atual. Em um ano em que os conflitos separatistas na Espanha se intensificaram, as consequências deixadas pela saída da Inglaterra da união europeia, e com a crise política em Itália, todos os países da união europeia tem dado passos lentos para fora do desequilíbrio económico e político. Contudo, Portugal mostrou nos últimos dois anos uma nova face em gerir a crise.

Sair da lista de países com grande risco político é de muitíssima importância para a economia. Portugal agora faz parte de uma seleta lista feita pela empresa de corretagem e gestão de riscos Marsh, o país está entre os vinte e sete com melhores índices. A lista avalia os países com base na política e economia que vem sendo aplicada nos últimos doze meses e os prováveis riscos para futuros investidores.

O presidente da república Marcelo Rabelo de Sousa defendeu que a estabilidade política do país deve-se as legislaturas cumpridas e fez uma análise da situação financeira do país desde que subiu ao poder. Para Sousa, a capacidade de diálogo entre diversas áreas fará com que Portugal continue avançando e de forma que a política ajude a economia e a justiça social, aproveitando bem a oportunidade de se firmar.

Ainda há desafios pela frente, o país passou por altos e baixos na última década. O que antes foi considerado um modelo declinou em meados de 2012 no auge da crise do euro, hoje se firma entre os países que conseguiram gerir crises económicas como um exemplo vivo.

O déficit no orçamento caiu e a taxa de desemprego despencou no último ano. É notável que esses avanços têm devolvido a paz a muitos portugueses e melhorado o estado de espírito de um Portugal que tem se esforçado para deixar lá atrás do fantasma da crise. Apesar de ter entrado em declínio, a dívida pública do país ainda é a mais alta de toda Europa, e a maior parte da receita do país vem do turismo, hoje é possível dizer que as contas públicas estão em bom estado.

O cenário político parece propício para investimentos. O governo tem apoiado o consumo e apostado no aquecimento do setor turístico, o fluxo de receita tem sido grande benéfico para as contas públicas, mas tem feito que muitos portugueses mal consigam se manter em cidades de polo turístico. Por outro lado, a falta de mão-de-obra qualificada tem freado o crescimento. Desde a crise de 2011 o português receoso, tem evadido para o exterior em busca de melhores oportunidades de emprego.

É facto que a situação está a mudar, um pouco devagar em alguns aspectos, porém, a situação política do país está a melhorar cada vez mais e o complexo de inferioridade perante aos outros vizinhos europeus têm sido deixado de lado. O avanço é notável e o governo tem sido encorajado a manter a estratégia atual. O comprometimento do país em mudar sua economia é edificante e Portugal tem colhido verdes louros e garantido o equilíbrio no âmbito social. A superação de Portugal dá certo alívio ao país e a população, que passa a servir de exemplo aos bloco Europeu.